A arte de Rua e seu Espaço na Mídia – Um seminário descontraído
O homem sem o conhecimento mínimo da arte é um ser sem alma, bruto, primitivo, obtuso,
safio. O alemão Friedrich Nietzsche vai além, pontuando o quão intolerável é a vida sem tal beleza,
ponderou o filósofo: "a arte torna a vida tolerável".
Más, o que dizer da arte de rua? Sem o apoio da grande mídia e do Estado, diferentemente
da arte tradicional, é despretensiosa, modesta, singela, não escolhe seu público, seja pobre ou
rico, esperançosos ou desesperados e nem seu local de apresentação; no teatro ou na rua; de dia
ou de noite seus artistas estão sempre inovando, trazendo cultura e entretenimento.
Assim começa o seminário do grupo Comunic Express, com o tema abordado: "A Arte de Rua
e seu Espaço na Mídia" que traz na sua abertura a explanação do aluno André que expôs as
dificuldades do grupo ao longo do projeto e o aprendizado que o trabalho os trouxe. Logo após,
Paloma inicia o tema com uma introdução sobre a arte de rua abordando seu começo na televisão
aberta brasileira, com um pouco mais de destaque ao grafite. Seguido apresentou-se o Mateus que
entrevistou o malabarista Fábio Marques, que apesar da sua formação em turismo, trabalha há 10
anos no semáforo da cidade de Jandira, interior de São Paulo. Marques falou sobre a dificuldade e
o preconceito que sofrem os artistas nas ruas, na qual são vistos como marginais e desocupados.
Já o Lucas falou sobre a importância que as mídias sociais e a TV Cultura têm sobre a divulgação
dos grafiteiros e sua arte nos dias atuais. Encerrou-se a apresentação com a aluna Márcia que
contextualizou sobre fatos históricos do grafite, passando pelo período da cidade de Pompéia em
Roma, até os anos de 1968 na França com a contra cultura, desencadeando nos anos 70 nos EUA
com o Hip-Hop, chegando ao Brasil em meados dos anos 80.
A apresentação termina com a participação dos alunos que tiveram que responder algumas
perguntas do tema sobre o controle social através da arte e sua importância na sociedade; as
principais diferenças e características entre a arte de rua e a arte tradicional. Apesar da boa
aceitação do conteúdo, pôde se notar certa dificuldade por parte da sala em relacionar arte e
política. Sendo tal simbiose de extrema relevância no contexto da sociedade em relação ao
equilíbrio do bem comum societário. Como pontuou o economista e advogado André Gusmão:
“Quer embrutecer um homem? Tire - lhe a arte”.